Prefeitos protestam contra corte no Fundeb

Um clima de muito nervosismo marcou a reunião de ontem pela manhã no auditório da Amupe, presidida por Antonio João Dourado, presidente da AMUPE.  Na platéia, mas de 30  prefeitos de várias cidades do estado indignados discutiram um assunto que está incomodado a todos: o confisco pelo governo federal dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), no último mês de abril.

Na sexta-feira passada, o governo federal sacou R$ 165,6 milhões da conta única do estado, sendo que R$ 71,6 milhões pertenciam ao governo estadual e os outros R$ 94 milhões seriam divididos entre todas as prefeituras. Pernambuco foi o estado mais prejudicado com o corte. A Lei prevê esse tipo de ajuste, mas os gestores reclamam que a decisão foi feita sem aviso antecipado.

Segundo os prefeitos, com o corte,  a maioria das prefeituras atrasaram o pagamento da folha dos servidores da Educação. Os municípios que conseguiram pagar em dia usaram dinheiro de sobras de orçamentos de anos anteriores.

Depois de debaterem acirradamente o assunto, os prefeitos reuniram-se à tarde com o governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas, a fim de solicitarem sua intermediação junto ao governo federal contra o corte nos recursos do Fundeb. Ontem mesmo o governador foi a Brasília com o presidente da AMUPE, Antonio João Dourado, tentar reverter a situação.

Eles se reunem nesta quarta-feira com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e com o da Educação, Fernando Haddad. O governador pretende mobilizar também governadores de outros estados prejudicados com o confisco, como o Ceará, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte.