Discussões municipalistas incorporam o debate sobre a Reforma da Previdência

Allisson Mendes

Fotos: Cláudio Gomes

Um dos temas mais discutidos na sociedade contemporânea é a previdência social e sua adequação às realidades socioeconômicas do país, sobretudo a longo prazo. Nesse sentido, a Amupe promoveu a palestra Reforma da previdência social e o impacto nos municípios, realizada na manhã desta quarta-feira, durante o 4º Congresso Pernambucano de Municípios.

O evento contou com a participação de Leonardo da Silva Motta, coordenador geral de normatização e acompanhamento legal da subsecretaria dos regimes próprios da previdência social, Tereza Duere, conselheira do TCE/PE, além de Marcela Proença, Conselheira da Associação Pernambucana de Entidades de Previdência Pública (APEPP) e presidente do CaruaruPrev, e Roberto Moisés dos Santos, conselheiro da Associação Nacional de Entidades de Previdência dos Estados e Municípios (ANEPREM).

Durante as falas, o tema foi tratado pelos participantes com muita preocupação, sobretudo em relação ao modo como a gestão municipal vem sendo feita para a questão, cada vez mais aumentando o déficit previdenciário e adiando as formas de resolução. Motta afirmou não haver uma fórmula mágica para tratar o tema, nem uma ideia unificadora, mas vê no debate atual uma oportunidade de se encontrar possíveis direcionamentos.

Já Tereza Duere considerou o momento como difícil e fruto de um longo período de passividade da sociedade. A conselheira fez duras críticas ao modelo de gestão das previdências municipais, mas também enxerga o momento como propício para que se evite um problema ainda maior. Marcela Proença trouxe suas experiências no comando do CaruaruPrev, também reforçando as dificuldades que os municípios brasileiros estão passando com este problema sistemático, sendo necessário encarar a previdência como uma política de estado.

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