BUÍQUE

Histórico

O lugar onde hoje fica o município de Buíque começou ser povoado por volta de 1752, quando era denominado Campos de Buíque. Consta que o fundador do município foi o fazendeiro Félix Paes de Azevedo, natural do município de Pendo, Alagoas. De passagem pela região, esse fazendeiro decidiu viver ali e logo mandou construir uma capela dedicada a São Félix de Cantalice, em torno da qual nasceu um povoado.

O Distrito, sob o nome Vila Nova de Buíque, foi criado a 11 de dezembro de 1795. A povoação foi elevada à categoria de vila a 12 de maio de 1854, ainda sob a denominação de Vila Nova de Buíque. Desmembrada do município de Garanhuns, tornou-se município autônomo a 01 de abril de 1893. Foi elevado à categoria de cidade a 26 de maio de 1904, pela lei estadual nº 669, sob o nome Buíque.

Há, pelo menos, três versões par explicar o nome do município. A primeira diz que Buíque, vocábulo Tupi, designa "lugar de cobras". A segunda versão diz que Buíque significa "terra de sal". E a terceira versão, menos difundida, diz que o nome do município surgiu porque os índios que primitivamente habitavam a região usavam um osso como instrumento musical que produzia o som "buíque, buíque, buíque".

Quem nasce em Buíque é buiquense.

Dados gerais

Localização: Agreste, microrregião Vale do Ipanema, distante 285 km do Recife.
Área: 1.378 km2
Solo: Arenoso, pedregoso, rochoso
Relevo: Forte ondulado
Vegetação: Caatinga hipoxerófila
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 611,0 milímetros
Meses chuvosos: Março - Julho
População: 46.032 habitantes
Eleitorado: 31.711 (TRE 2006)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 24 de maio
Prefeito: Jonas Camelo de Almeida Neto
Vice-Prefeito: Solano Tenorio Sobrinho  
Padroeiro: São Félix de Cantalice

Base econômica: Pecuária leiteira e agricultura.

A beleza e a imponência do Vale do Catimbau têm atraído turistas e adeptos dos esportes radicais.
Pela sua importância histórica, o Catimbau é visitado por estudiosos do Brasil e exterior.
 

Peculiaridades

Buíque, a cidade onde o escritor Graciliano Ramos viveu parte da infância, abriga um verdadeiro paraíso selvagem: o Vale do Catimbau, que é o segundo maior parque arqueológico do Brasil e o terceiro sítio arqueológico indígena do País.

Região de caatinga, com grande biodiversidade, localizada a 295 km do Recife, com extensos paredões de granito, o Vale do Catimbau abriga várias cavernas, canyons e sítios arqueológicos com inscrições rupestres. É um importante patrimônio cultural e natural esculpido pela Natureza há mais de 150 milhões de anos

A região do Vale do Catimbau se estende entre os municípios de Buíque, Tupanatinga, Inajá e Ibimirim, entre o Agreste e o Sertão do Moxotó, tem 90 mil hectares e foi transformado, pelo governo federal, em Unidade de Conservação de Proteção Integral. É o segundo maior parque arqueológico do Brasil, ficando atrás apenas da Serra do Capivara, no Piauí.


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Fonte: Site Pernambuco de A-Z