ESCADA
O local onde hoje fica o município de Escada era, primitivamente, uma extensa faixa de terra, cortado pelo Rio Ipojuca, onde viviam três tribos indígenas: Potiguares, Mariquitos e Tabajares. Padres católicos, que chegaram ali para catequizar os índios, trataram logo de erguer um oratório e começaram organizar a aldeia conforme os hábitos e interesses dos colonizadores.
Desde 1685 há registros sobre a Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca. E consta que, já em 1757, a aldeia indígena mais parecia um povoado, visto que era habitada por muita gente que ali chegou atraída pelas terras férteis do lugar. O oratório, dedicado à Nossa Senhora da Apresentação, ficava na parte alta da aldeia e, para que os índios chegassem ao altar, foi preciso fazer uma grande escada.
Daí, o lugar ficou conhecido por Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca.
O Distrito, subordinado ao Município do Cabo de Santo Agostinho, foi criado por Carta Régia de 27/04/1786. Foi elevado à condição de Vila pela lei provincial nº 326, de 19/04/1854. Elevado à condição de cidade e sede do Município, sob a denominação Escada, pela lei provincial nº 1.093, de 24/05/1873. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o Município aparece constituído de dois Distritos: Escada e Frecheiras. E assim permaneceu em divisão territorial datada de 2005.
Quem nasce em Escada é escadense.
Dados gerais
Localização: Litoral/Mata, microrregião Mata Meridional, distante 59,5 km do Recife.
Área: 348,8 km²
Solo: Argiloso
Relevo: Ondulado e forte ondulado
Vegetação: Floresta subperenifólia
Ocorrência mineral: -
Precipitação pluviométrica média anual: 2.044,6 milímetros
Meses chuvosos: Maio - Julho
População: 57.803 habitantes
Eleitorado: 44.407 eleitores (TRE 2006)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 24 de maio
Padroeira: Nossa Senhora da Apresentação da Escada (24/11)
Economia – A principal atividade econômica do município é a agroindústria açucareira.
Peculiaridades - Município Turístico (Embratur/97), Escada tem como principais atrativos os antigos Engenhos de Açúcar, com suas áreas verdes e suas construções em estilo colonial. São vários engenhos, entre os quais o Limoeirinho e o Limoeiro Velho (ambos serviram de residência para o Barão de Suassuna) e o Jundiaí, onde nasceu Cícero Dias, pintor brasileiro reconhecido mundialmente.
Além da rica história e da beleza arquitetônica dos velhos engenhos, Escada tem vários atrativos naturais como quedas d`água, nascentes de riachos, bicas, corredeiras e alguns resquícios da Mata Atlântica brasileira. Isso sem contar com o artesanato local, a culinária típica e o movimentado calendário de festas populares da cidade que inclui as festas juninas e a tradicional Cavalgada em abril.
Festas: Em abril, Cavalgada; maio (24), festa de emancipação política do município; em junho, festas juninas; em novembro, festa da padroeira da cidade; em dezembro, festa de Nossa Senhora da Conceição.
Cachoeira do Rio Pirapama: Localizada no Sítio Tapada. Para chegar até lá, tomando-se como ponto de partida a sede do município, seguir pela rodovia PE-45 (pavimentada), distante 14 km do centro da cidade.
Cachoeira Rasga a Sunga: Localizada no Engenho Matapiruma. Saindo da sede do município, seguir pela estrada da Usina Barão, distante pouco mais de 13 km do centro da cidade.
Queda d´água Pé da Serra: Localizada no Engenho Pé da Serra. Saindo da sede do município, seguir pela rodovia BR-101 Sul, no sentido de Alagoas.
Engenhos: No município de Escada existem os seguintes engenhos, muitos deles com suas casas grandes em bom estado de conservação: Campestre, Canto Escuro, Conceição, Contendas, Cotegy, Firmeza, Frexeiras, Jundiá, Limoeiro Velho, Matapiruma, Mussu, Refresco e Sapucaji.
Além desses engenhos, o município conta com a Usina Barão de Suassuna e a Usina Massauassu, esta localizada na Vila Massauassu, ditante 8,5 km da sede do município, seguindo pela rodovia PE-45 (pavimentada), no sentido de Vitória de Santo Antão. Saiba Mais... |