FERNANDO DE NORONHA
Arquipélago a 345 Km do litoral do Rio Grande do Norte, formado por 19 ilhas e com um total de 18,4 Km2. Só a maior das ilhas (a de Fernando de Noronha, que tem 16,2Km2) é habitada. É sede do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha e a história do seu descobrimento é controvertida: alguns historiadores dizem que o arquipélago já figurava, em 1500, na carta náutica do espanhol Juan de la Costa e, em 1502, aparecia no mapa do português Alberto Cantino.
A versão mais aceita, porém, é a de que foi o navegador italiano Américo Vespúcio (integrante da segunda expedição exploradora da costa brasileira, comandada por Gonçalo Coelho) quem descobriu as ilhas em 1503. Já foi invadido por holandeses, franceses e ingleses, voltando ao domínio português ao ser retomado por Pernambuco em 1737.
Em meados de Século XVIII foi transformado em colônia penal. Em 1942, tornou-se território federal. Em 1957, os USA montaram na ilha principal uma estação para rastreamento de mísseis (hoje, no local funcionam as instalações do Hotel Esmeraldo, o único do arquipélago). Já foi administrado pelas Forças Armadas brasileiras e, durante o regime militar instaurado no Brasil a partir de 1964, serviu para o isolamento de presos políticos (o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes, foi um desses presos).
Com a Constituição Federal de 1988, foi transformado em distrito estadual de Pernambuco. Tem a fauna e a flora marinhas protegidas e a entrada de turistas é controlada -algumas áreas só podem ser visitadas por pesquisadores e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Entre os 18 tipos de corais existentes no Brasil, 15 são encontrados no arquipélago.
Na década de 1950, o lagarto Teju (introduzido no arquipélago com o objetivo de combater as ratazanas que vinham nos porões dos navios) trouxe grandes problemas ambientais uma vez que passou a comer os ovos das tartarugas e das aves marinhas.Saiba Mais... |