FLORESTA

O local onde atualmente fica a cidade de Floresta, às margens do Rio Pajeú, era uma aldeia indígena cujos integrantes foram catequizados pelos padres das primeiras missões estabelecidas na região do Rio São Francisco, principalmente os jesuítas e os capuchinhos franceses.
Na segunda metade do século XVIII, o capitão José Pereira Maciel, rendeiro da famosa Casa da Tôrre, chegou à região e estabeleceu ali uma fazenda de gado, denominada mais tarde de Fazenda Grande. E foi exatamente a partir dessa fazenda que a cidade de Floresta acabaria surgindo.
Primeiro, o capitão José Pereira Maciel mandou erigir, em 1777, um oratório particular nas terras agora de sua propriedade. Depois, ou seja em 1792, esse oratório foi transformado numa capela sob a invocação do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, com capelão mantido às expensas da fazenda.

Como desde o princípio o oratório vinha atraindo a população das vizinhanças, em 1793 o capitão José Pereira resolveu doar a capela à Igreja Católica, o que fez com escritura lavrada em cartório. E foi em torno dessa capela que surgiu o povoado do Senhor Bom Jesus dos Aflitos da Fazenda Grande.
Em 1801, o povoado tornou-se sede da Freguesia, desligada da Freguesia de Tacaratu. O Distrito, já sob o nome de Floresta, foi criado por alvará de 11/09/1802. Floresta tornou-se vila pela lei provincial nº 153, de 30/04/1864, e foi elevada à categoria de cidade e sede do município pela lei estadual nº 867, de 20/06/1907.
Quem nasce em Floresta é florestano.


Dados gerais:
Localização: Sertão, microrregião Itaparica, distante 439 km do Recife.
Área: 4.784 km2
Solo: Argiloso, arenoso, pedregoso e rochoso
Relevo: Suave ondulado
Vegetação: Caatinga hiperxerófila
Ocorrência mineral: Folhelhos, siltitos, argilitos e arenitos calciferos
Precipitação pluviométrica média anual: 508,00 milímetros
Meses chuvosos: Janeiro - Fevereiro
População: 25.829 habitantes
Eleitorado: 19.590 (TER 2006)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 20 de junho
Padroeiro: Bom Jesus dos Aflitos


Base econômica: agricultura irrigada e pecuária. No Artesanato, destaque para o crochê, bordados, renda de bilro, tecelagem e couro.


Peculiaridades:

Localizado na área do Rio São Francisco, Floresta é um município de muitos atrativos. A começar pelo centro da cidade com seus casarões coloniais em bom estado de conservação, passando pela Reserva Biológica de Serra Negra, pelo Riacho do Navio imortalizado em música de Luiz Gonzaga, ou mesmo as pinturas rupestres do Letreiro de Mãe D’Água...Tudo no município esbanja beleza. Confira, aqui, um mini-roteiro dessas atrações florestanas:
Sítio Histórico Arquitetônico - Formado por edificações coloniais do século XIX e início do século XX, de grande valor histórico pela autenticidade da sua arquitetura. Em sua totalidade, são construções originais em pavimento térreo, cobertas com telha cerâmica e em bom estado de conservação. Alguns casarões passaram por reformas que alteraram pisos e instalações elétricas e hidráulicas, mas que não modificaram suas fachadas.
Igreja de Nossa Senhora do Rosário – É a antiga Capela do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, construída em 1777, em tordo da qual surgiu a cidade. A igreja é uma construção em estilo barroco, com 300 metros quadrados de área. No altar-mor, trabalhado em madeira entalhada e detalhes de linhas curvas, há imagens de Nossa Senhora do Rosário, de Nossa Senhora das Dores e de São Benedito, todas esculpidas em madeira por artistas desconhecidos. Distribuídas pelo templo, existem imagens, moldadas em gesso, de São José, do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora da Saúde. Púlpito elevado com detalhes em madeira decorada. Torre central tem linhas curvas e, ladeando a torre, dois campanários em forma de pirâmide. Em bom estado de conservação.
Igreja Ermidinha – É um pequeno templo católico, construído em 1900 sobre colina rochosa, de arquitetura barroca, com 100 m2 de área, em estrutura de tijolos e cal. Na fachada, existem três portas rústicas de madeira e uma cruz sobre a porta central. À esquerda da cruz, pequena torre em forma de pirâmide. No pátio frontal, há cruzeiro rústico de madeira sobre plataforma de alvenaria.
Riacho do Navio – Afluente do Rio Pajeú, o Riacho do Navio é temporário e ficou famoso por ser citado em música do “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga.
Praia do Betinho – É uma praia fluvial às margens do reservatório de Itaparica, com 700 metros de extensão, localizada na Fazenda Campo Grande. Com sua areia grossa de cor amarelada, tem pouca profundidade e não oferece perigo de correnteza.
Barra do Juá – É uma barragem com cerca de 300 metros de extensão, construída no leito do Riacho do Navio, com capacidade para armazenar 75 milhões de metros cúbicos de água. A vegetação do seu entorno é predominantemente típica de caatinga e as águas represadas perenizam vários riachos da localidade.
Letreiro da Mãe D'Água – Localizado à margem esquerda do rio Pajeú, em terras da Fazenda Mãe D'Água, é um gigantesco bloco de rocha granítica com pinturas rupestres. No seu entorno existem vários afloramentos de rochas graníticas.
Serra Negra – Serra com 1.065 metros de altura, situada no Parque Biológico da Serra Negra, reserva criada pelo decreto nº 28.348, de julho de 1950, numa área de 500 hectares. Para chegar ao topo da serra, o visitante tem de encarar uma caminhada de aproximadamente duas horas, atravessando cerca de 5 km de vegetação de caatinga e passando por trechos de subida íngreme. Jornada que vale a pena, pois lá de cima se tem uma linda visão panorâmica da região.

Trilha da Lagoa do Pedrosa – O percurso tem cerca de 4 km e dá acesso à Lagoa do Pedrosa, que é temporária. Para aqueles que pretendem seguir a trilha a cavalo, na região existe um ponto de apoio, onde se pode alugar um animal e contratar os serviços de um guia.

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