SÃO JOSÉ DO EGITO
Por volta de 1830, fazendeiros das cabeceiras do Rio Pajeú resolveram estabelecer residência no vale meridional da Serra da Borborema, no ponto de confluência do Riacho São Felipe com aquele rio. Após algum tempo cuidando de suas plantações, construíram ali uma capela dedicada a São José, em torno da qual surgiu a povoação que teve sucessivos nomes: São José, São José das Queimadas, São José da Ingazeira, São José do Egito.
A Vila foi criada a 25 de maio de 1877, através da Lei Provincial nº 1.260, sob o nome São José de Ingazeira. A 09 de abril de 1894, através de ato do governador do Estado Alexandre José Barbosa Lima, ganhou organização judiciária, tornando-se independente do município de Ingazeira ao qual estava anexada. São José do Egito foi elevada à categoria de Cidade através da Lei Estadual nº 991, a 01 de Julho de 1909.
O primeiro prefeito de São José do Egito foi Felipe Pedro de Souza Leite, eleito a 21 de fevereiro de 1892 e empossado a 25 de março daquele mesmo ano, depois que a Constituição Republicana brasileira (de 24/02/1891, que concedeu autonomia aos municípios) estabeleceu que a Vila que fosse sede do município, mesmo sem ter ainda o status de Cidade, deveria ter prefeito e Conselho Municipal devidamente eleitos.
Dados gerais
Localização: Sertão, microrregião Alto Pajeú, a 402 km do Recife.
Área: 905 km2
Solo: Argiloso, pedregoso, arenoso e rochoso
Relevo: Suave ondulado e ondulado
Vegetação: Caatinga hiperxerófila
Ocorrência mineral: Bauxita e calcário
Precipitação pluviométrica média anual: 426,3 milímetros
Meses chuvosos: Março - Abril
População: 29.712 habitantes
Eleitorado: 22.178 (TRE 2006)
Dia de feira: Sábado
Data de comemoração da emancipação política: 09 de março
Padroeiro: São José
Base econômica
Agropecuária e comércio. Nas primeiras décadas do Século XX, São José do Egito dependeu essencialmente da pequena agropecuária. Entre os anos 1930/60 progrediu com a rica fase da indústria têxtil nordestina e chegou ao Século XXI na posição de quarto maior pólo da avicultura pernambucana.
Peculiaridades
São José do Egito tem como principal marca a poesia popular. A cidade é conhecida como a capital dos repentistas, dado ao grande número de cantadores famosos nascidos ali. De cada dez dos mais representativos poetas populares do Nordeste, pelo menos sete são egipcienses. E essa concentração é confirmada pela maioria dos estudiosos da arte popular nordestina.
Um dos primeiros poetas egipcienses a ganhar fama nacional foi Antônio Marinho (1894/1948). Depois vieram outros, como o poeta e astrólogo João Ferreira de Lima (1902/1973), os violeiros Agostinho Lopes dos Santos (1906/1972), os irmãos Dimas, Lourival (1915/1992) e Otacílio Batista (1923/2003), os poetas Rogaciano Leite (1920/1969) e João Batista de Siqueira-Cancão (1912/1982).
Todos esses poetas, cada um a seu modo, influenciaram dezenas de seguidores, ajudando, desta forma, construir a fama que a cidade carrega. Atualmente, São José do Egito ainda conta com um grande número de poetas produzindo e difundindo a arte que virou símbolo da cidade graças à atuação dos velhos e respeitados repentistas locais.
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