Museu do Estado faz uma viagem no tempo com Pernambuco, Território e Patrimônio de um Povo em exposição no dia 10 de agosto

O Museu do Estado de Pernambuco, abre as suas portas no dia 10 de agosto às 19h, para mostrar ao público uma grande e reflexiva exposição intitulada Pernambuco Território e Patrimônio de um Povo, uma viagem no tempo, um relato da história de Pernambuco, desde os primórdios, passando pela arqueologia, povos tradicionais, a vinda dos Europeus em busca do Pau Brasil, o ciclo do açúcar e a cultura afro, finalizando com o Patrimônio Cultural de todas as influências. A exposição é imperdível e  conta  com a presença do Governador Paulo Câmara e Marcos Madureira, vice- presidente executivo de Marketing, Comunicação e Relações Institucionais e Sustentabilidade do Banco Santander, parceiro do projeto que tem a curadoria dos antropólogos Raul Lody e Renato Athias, além  dos arquitetos Margot Monteiro,diretora do Museu e Rinaldo Carvalho.

A diretora do Museu do Estado de Pernambucano, Margot Monteiro, convida os prefeitos, secretários de Educação do Estado e Municípios a levarem seus alunos a conhecer a  exposição através de visita  guiada e sem nenhum custo. É só ligar para o Museu pelo telefone 81-31843174 Será uma visita inesquecível para os alunos para alunos e professores. A exposição será de longa duração e pode ser vista com tranquilidade. 

Foram dois anos de pesquisa e muito trabalho da equipe técnica, museológica e historiadores e também de restaurações de peças a exemplo da coleção Afro, quadros e mobiliários. Os restauros foram feitos na própria oficina de restauração do Museu, através da Escola de Mestres e Artíficeis, unidade que funciona no porão do Museu e que capacita estudantes das mais diferentes áreas no ofício de restauração de mobiliário. e, mesmo as peças que não foram restauradas passaram por um processo  de higienização, feita pela  equipe técnica da reserva técnica do Museu, o que possibilitou uma melhor conservação do acervo, atividade que vem sendo desenvolvida não apenas no que está exposto , mas, em todas as peças museológicas . Informou Margot Monteiro.

A escolha do título da exposição tem tudo a ver com a história de Pernambuco que ultrapassa as fronteiras territoriais, tendo inclusive uma forte relação não apenas com o Brasil, mas com diferentes países. Historicamente, Recife chegou a ser a região mais cosmopolita das Américas, e afora este fato, encontramos um território que foi povoado por diferentes culturas, desde as “primitivas”,até as “civilizadas”, e nesta junção, Pernambuco foi construindo de forma muito similar, suas tradições e história, disse o historiador André Luiz Soares.

Pernambuco Território e Patrimônio de um Povo, povo destaca diferentes aspectos, que vão desde os elementos ambientais, sociais, econômicos, históricos e culturais, todos inseridos na temática. Nesta pluralidade, a exposição atende os mais diversos públicos, da criança ao adulto, do leigo ao acadêmico, do turista ao próprio pernambucano. Outro destaque é a relação entre diferentes tipos de mentalidades de cada época e como elas se relacionam com as diferentes culturas e com os diferentes ambientes. Logo, o visitante irá perceber que traz  conosco muito dos comportamentos, que achamos tão distantes da nossa atualidade, mas ao mesmo tempo vimos que herdamos e perpetuamos elementos culturais de tempos muitos mais antigos do que podemos imaginar.

O professor e historiador André Luiz acredita que as principais curiosidades que esta exposição vai proporcionar ao público, será a reconstrução da visão histórico-cultural. “Ao analisarmos o roteiro, o visitante irá começar no contexto ambiental, passando pelas ocupações tidas como pré-históricas e a o entrar na “nau da descoberta”, ele irá aportar no Brasil pós chegada dos europeus e africanos, onde ambas serão destacadas de forma singular e plural, ou seja, existirá a abordagem pontual e geral.

O visitante também vai perceber que mesmo existindo apresentações fracionadas por setores, como o açúcar , os holandeses e a cultura  afrodescendente, estes elementos estão diretamente  e indiretamente relacionados, não existirá  abordagem focando o branco, o afro e o indígena e sim, todos estes grupos relacionando-se entre si, pois as culturas por mais aparentemente distintas, elas dialogam, se unem e formam uma miscigenação  que resulta na última parte que é o mix cultural – a cultura popular , tão importante e muitas vezes pouco evidenciado enquanto patrimônio material e imaterial.

A relação entre os Museu e a viagem no tempo se dá porque eles traz consigo objetos materiais de diversos períodos e também porque estes objetos possuem identidade própria, e exatamente por isso, eles dialogam com o visitante ao ponto de despertar aspectos memoriais, históricos e até mesmo sentimentais. Todos esses fatores conotam a importância desta viagem ao tempo, pois o acervo acaba servindo como instrumento de desconstrução da nossa mentalidade atual, possibilitando rupturas e continuidades, tão comuns na atualidade, o que nos permite afirmar que a partir desta visão, mesmo uma peça de mil anos atrás, ela pode ser e é muito atual. Diz o historiador André Luiz.

Os antropólogos Rual Lody e Renato Athias, ressaltam a importância da  exposição, Pernambuco, Território e Patrimônio de um Povo, que será de longa duração, um amplo roteiro que une coleções arqueológicas, históricas, etnográficas e artísticas sob um olhar contextual amplo e complexo para mostrar Pernambuco ao grande público, porque segundo eles a Cultura se dá nas mais profundas interrelações  entre a pessoa  e a sua história de vida, suas memórias míticas e identitárias. Ela é também um convite para melhor conhecer o Museu do Estado de Pernambuco.

A diretora do Museu do Estado de Pernambuco, Margot  Monteiro, diz que está feliz em dar ao público a oportunidade de conhecer melhor a nossa história, enfatizando que atualmente o Museu do Estado se destaca como uma das principais instituições de cultura do Estado, no trato da preservação e divulgação da nossa memória material e dos diversos povos que constroem a história de Pernambuco. Margot diz também , que  a exposição permanecerá durante um bom tempo, uma vez que procurou privilegiar o patrimônio público tão significativo, a importância do seu acervo e na utilização de suas coleções perfeitamente harmonizadas no acompanhar de cada época do Brasil ao longo da história e da arte em Pernambuco. Com isso acrescentou que objetivou reconstruir um percurso cronológico e didático através de vários períodos nos caminhos da transformação   que marcaram época e constituem referências históricas, importante eixo para o entendimento das profundas mudanças sofridas pelo nosso povo.

Para o vice presidente executivo de Marketing, Comunicação e Relações Institucionais e Sustentabilidade do Banco Santander, é uma satisfação o Banco ser parceiro do MEPE, pois ambos encontram-se em pleno desenvolvimento e esta exposição “Pernambuco, Território e Patrimônio de um Povo” é fruto dessa rica experiência de construção coletiva do conhecimento.

 

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