No Dia Mundial da água, o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, José Patriota (PSB), lamentou a situação crítica de muitos municípios pernambucanos

23/03/2017

 

“No Dia Mundial da Água, celebrado nesta quarta-feira (22), o prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota (PSB), em entrevista concedida ao LeiaJá, falou sobre a situação crítica de muitas cidades pernambucanas. “Tem sido muito difícil. Estamos no sexto ano consecutivo da seca”, lamentou.

Especificamente, na cidade considerada polo do Sertão do Pajéu, o prefeito contou que mais de 60 projetos estão em andamento para possibilitar que a população tenha acesso à água. “E o investimento é com recursos próprios. Há ajuda estadual, mas muito mais próprio”, frisou. Patriota declarou que as associações interessadas no tema são muito “organizadas”, o que beneficia o trabalho em conjunto.

Ele, que foi reeleito para comandar a cidade com 83,25% dos votos válidos, obtendo a maior diferença da história política da cidade, mais de 12 mil votos, diz que há um segredo fundamental para enfrentar a estiagem: a gestão. “Não é só colocar água em um lugar, não é só encanar, não é só furar poço. A gestão da água é fundamental”, revelou.

No início deste mês, o socialista apresentou ao ministro da Educação, Mendonça Filho, um projeto elaborado pelo município, o qual acredita que pode garantir autossuficiência hídrica para as escolas do semiárido nordestino chamado “Cisternas das Escolas”. A ideia é construir uma cisterna de placa, em pelo menos, cada unidade de ensino municipais, estaduais ou federais.

Segundo o que controu, a cisterna de placa tem capacidade de armazenar 52 mil litros de água e um custo mais baixo do que a convencional, que sai a R$ 1,67, o metro cúbico. A de placas, custaria R$ 0,22. A economia seria de 88%. O projeto teria agradado ao ministro.

Nesta quarta, em entrevista publicada a um veículo de comunicação local, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade, também falou sobre a seca. Ele chegou a dizer que “não choveu nem perto do esperado e, mesmo se começar a chover agora, a redução da safra ainda será grande devido ao comprometimento do desenvolvimento dos brotos pela escassez de água”. Andrade ainda afirmou que é necessário a adoção de políticas públicas de irrigação no estado.

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