MMM participa de lançamento da campanha do Agosto Lilás no Congresso Nacional

5 de agosto de 2022

Para lembrar os 16 anos da Lei Maria da Penha e fortalecer o combate à violência contra a mulher, o Congresso Nacional lançou nesta quarta-feira, 3 de agosto, a campanha Agosto Lilás. O mês de agosto foi escolhido para reflexão sobre a temática em alusão à Lei Maria da Penha, que criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres, sancionada no dia 07 de agosto de 2006.

O Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) esteve representado no lançamento, que aconteceu no Salão Negro e contou com a participação das procuradoras da Mulher na Câmara e no Senado. Criado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o MMM é o primeiro movimento municipalista feminino apartidário brasileiro. Foi lançado em 2017, na XX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, e tem como meta principal unir prefeitas, vice-prefeitas, vereadoras e secretárias municipais na luta pela pauta municipalista e pela maior inserção das mulheres na política e no poder.

Como uma entidade que visa apoiar e representar nacionalmente os governos locais, a CNM está se alinhando às tendências mundiais de luta pela igualdade de gênero e assume essa importante missão de impulsionar a capacidade de liderança política das mulheres, inserindo-as como agentes-chave na defesa da pauta municipalista e da igualdade de gênero.

Mudança cultural
Em mensagem, Maria da Penha, ativista que dá nome à Lei, destacou o papel da educação para que haja uma mudança cultural capaz de incentivar o respeito às mulheres e aos seus direitos e ressaltou a importância da educação para diminuir a violência contra a mulher.

“Eu e o meu instituto trabalhamos para que a Lei Maria da Penha seja corretamente implementada e para que as recomendações do relatório da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), referente ao meu caso, sejam cumpridas, especialmente a recomendação 4E, que preconiza que o Estado brasileiro deve incluir em seus planos pedagógicos disciplinas destinadas à compreensão da importância do respeito à mulher e aos seus direitos e ao manejo dos conflitos intrafamiliares. Acreditamos que a mudança de cultura precisa passar impreterivelmente pela educação”, destacou.

Da Agência CNM de Notícias com informações da Agência Senado


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